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03/05/2019 Waneska Barcelos - Assessoria de Imprensa Diocesana Comunicados CNBB AS NOVIDADES DA ASSEMBLEIA DOS BISPOS DO BRASIL NESTE 3º DIA DE DEBATES
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BISPOS EMÉRITOS SÃO RECORDADOS NO TERCEIRO DIA DA ASSEMBLEIA

Celebrando os apóstolos São Felipe e São Tiago e o terceiro dia da 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o bispo emérito de Mogi das Cruzes (SP), dom Paulo Antonino Mascarenhas Roxo, presidiu a Celebração Eucarística desta sexta-feira, 3, no altar central do Santuário Nacional de Aparecida (SP).

Ao iniciar sua homilia, o bispo fez referência à celebração da festa dos apóstolos Felipe e Tiago, que sempre traz alegria aos bispos, incluindo os eméritos, pois faz lembrar que eles também são sucessores dos apóstolos.

“Nós também pertencemos ao colégio apostólico e até acompanhamos atentos as aberturas e talvez surpresas a virem ainda do aprofundamento desejado do papa Francisco da dimensão sinodal do ministério episcopal”. 

Dom Paulo destacou a importância dos bispos eméritos e que eles têm muito a oferecer ainda ao serviço pastoral da Igreja. Ele também fez uma reflexão sobre o evangelista Marcos, que fala da escolha dos apóstolos feita pelo Senhor. “Chamou a si os que ele queria e eles foram até ele e constituiu 12 para que ficassem com Ele para enviá-los a pregar e tem autoridade para expulsar os demônios”. 

O bispo lembrou que muitos eméritos ainda desenvolvem trabalhos nas suas dioceses e ressaltou também o tempo que os prelados já aposentados têm para se dedicar à oração pessoal e a possibilidade e oportunidade de dinamizar a dimensão mística e contemplativa da vocação episcopal, ficar com o Cristo, “estreitando ainda mais os laços da comunhão com o Senhor, encontrando-nos com Ele de maneira mais explícita, com mais tempo, maior frequência e profundidade. Aceitando sempre convite aberto e forte para uma verdadeira experiência do Senhor ressuscitado”.

 

Reprodução: A12.com

Dom Paulo destacou ainda os encontros silenciosos e confidenciais dos eméritos com o Senhor na Eucaristia. “No segredo de nossa capela partilhamos com o Senhor nossas coisas de idosos: incômodos, doenças, limitações, dependência, um pouco de solidão, dor de se sentir esquecido e tantas outras situações da idade avançada”.

Ao finalizar sua reflexão, o bispo apontou que: “ficando com o Senhor em grande intimidade, o bispo emérito longe de se desanimar, sentir-se velho, bebe na fonte da paz, esperança da alegria e da juventude do Senhor. Christus vivit!”, citando ainda a Exortação Apostólica pós-sinodal aos Jovens e a todo o Povo de Deus, publicada em abril deste ano.

Atualmente, fazem parte do episcopado brasileiro 171 bispos eméritos e 87 deles participam da 57ª Assembleia Geral da CNBB.

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BRASIL TEM 171 BISPOS EMÉRITOS. NA CNBB, HÁ COMISSÃO VOLTADA PARA ACOMPANHAMENTO DESTES MEMBROS DO EPISCOPADO

A Comissão Episcopal para os Bispos Eméritos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teve um momento de partilha na manhã desta sexta-feira, 3, durante a 57ª Assembleia Geral da CNBB, que ocorre até o dia 10, em Aparecida (SP). Atualmente, a Igreja no Brasil conta com 171 bispos eméritos, dos quais 43 participam da assembleia deste ano.

De acordo com o Código de Direito Canônico (CDC), recebe o nome de “emérito” aquele bispo que “perder o ofício por limite de idade ou por renúncia aceite”. A Igreja estabelece a idade de 75 anos para a apresentação do pedido de renúncia ao papa.

Atendendo ao que é estabelecido no CDC, de que a Conferência episcopal “deve procurar que se proveja à conveniente e digna sustentação do Bispo que renuncia, tendo em consideração a obrigação primária a que está sujeita a própria diocese que serviu”, é que está estruturada a Comissão Episcopal para os Bispos Eméritos da CNBB, um grupo que tem um caráter especial, diferente das Comissões Episcopais Pastorais da entidade.

 

Bispos eméritos participam da missa | Foto: Victor Hugo Barros/Santuário Nacional

Assim como destacado na missa da manhã desta sexta-feira, os bispos eméritos, mesmo afastados de suas funções de governo nas dioceses, continuam a participar de atividades pastorais e colaborando com a missão evangelizadora da Igreja.

 

Dom Luiz Soares Vieira | Foto: CNBB/Daniel Flores

Os bispos eméritos correspondem atualmente a 35% do episcopado. Para o presidente da Comissão, dom Luiz Soares Vieira, arcebispo emérito de Manaus (AM) e ex-vice-presidente da CNBB, este contexto sugere maior atenção no acompanhamento de como os bispos estão vivendo, tanto com apoio econômico, quanto espiritual.

Desde 2016 a Comissão tem fortalecido o acompanhamento dos bispos, realizado encontros e implantado ferramentas de comunicação entre os pastores que já deixaram o governo diocesano. O boletim Marcas do Caminho é um instrumento de comunicação e divulgação de testemunhos que é oferecido aos bispos eméritos.

Compõem a Comissão para os Bispos Eméritos:

Dom Luiz Soares Vieira, presidente

Dom Esmeraldo Barreto de Farias

Dom Augusto Alves da Rocha

Dom Elias James Manning

Dom Itamar Viana

A pesquisa do chefe do Departamento de Ciência da Religião da pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), Fernando Altemeyer Junior, faz categorização dos bispos eméritos nomeados pelos últimos papas:

Foram dois nomeados pelo papa São João XXIII (cardeal Serafim Fernandes de Araújo (19/01/1959) e dom José Mauro Ramalho de Alarcón Santiago (13/10/1961) – são também os dois últimos padres conciliares).

Durante o papado de São Paulo VI, foram 35 nomeados (cardeal Cláudio Hummes, cardeal Geraldo Majella Agnelo, cardeal José Freire Falcão, dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto, dom Bonifácio Piccinini, dom Gilberto Pereira Lopes, dom Edvaldo Gonçalves Amaral, dom Heitor Araújo Sales, dom Moacir Grechi, dom Alano Pena, dom Edmilson da Cruz, dom José Silva Chaves, dom Jayme Henrique Chemello, dom Orlando Octacílio Dotti, dom Cândido Lorenzo González, dom Aldo Gerna, dom Pedro Casaldáliga Plá, dom Antônio Afonso de Miranda, dom Nei Paulo Moretto, dom José Maria Maimone, dom Urbano José Allgayer, dom Antônio de Sousa, dom Mauro Morelli, dom Angélico Sândalo Bernardino, dom Adalberto Paulo da Silva, dom Aldo Mongiano, dom Augusto Alves da Rocha, dom Antônio Celso de Queiros, dom Karl Josef Romer, Emílio Pignoli, dom José Heleno, dom Jacó Roberto Hilgert, dom Walter Michael Ebejer, dom Aloísio Sinésio Bohn e dom Gutemberg Freire Régis).

Na sequência, 126 nomeados pelo papa São João Paulo II e 8 nomeados pelo papa Bento XVI. Dos 97 até agora nomeados pelo Papa Francisco, nenhum se tornou emérito.

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NOVAS DIRETRIZES GERAIS PROPÕEM A IDEIA DE COMUNIDADES ECLESIAIS MISSIONÁRIAS

A preocupação da Igreja, com as novas diretrizes, não é com a quantidade mas com a qualidade de cristãos que, tendo feito a experiência do encontro com cristo, sejam testemunhas da alegria no mundo carente de sentido. Esta afirmação é de dom Leomar Brustolin, bispo auxiliar de Porto Alegre (RS) e membro da Comissão de redação do tema central da 57ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil

O bispo fez esta afirmação na reta final da aprovação das novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019-2023, processo que deve se concluir na manhã do sábado, 4 de maio.

O eixo fundamental das novas diretrizes, segundo ele, é a recuperação do sentido da casa. “A imagem da casa tem um sentido pedagógico e é entendida como lar e espaço de vida”, disse. A casa, no texto das diretrizes, é entendida como comunidade eclesial missionária sustentada por quatro pilares:

A Palavra – que aprofunda a iniciação à vida cristão e a iniciação bíblica e a ideia de ter comunidades fundadas em torno da palavra;
O Pão – que aprofunda a liturgia e a busca por viver a espiritualidade rumo à santidade  tal como defende o papa Francisco em sua exortação Gaudete et Exsultate que personaliza a fé mas leva ao encontro do outro;
A Caridade – Baseado no que disse Paulo VI na ONU: “Que a Igreja é especialista em humanidade”, o texto das diretrizes aponta a necessidade das comunidades se preocuparem com os que mais sofrem e a defesa da vida em todos os sentidos.
A Missão – A exemplo do que pede o papa, o sentido da comunidade se realiza quando ela sai em missão e vai ao encontro das periferias existenciais.

O bispo falou da importância de pensar diretrizes para assegurar a comunhão e a colegialidade na Igreja  no Brasil.  “Como pensar a Igreja no Brasil, um país continental? Por isto é necessário ter um parâmetro”.

Dom Brustolin explicou todo o processo de produção dos textos da diretrizes. Segundo ele, o texto que os bispos estão aprimorando na 57ª Assembleia Geral já passou por duas rodadas de revisões e acréscimos por todos os bispos do Brasil antes do evento. Ele explicou que cada parágrafo está sendo votado e a previsão é que a votação das novas diretrizes termine na manhã do sábado.

A proposta das novas diretrizes tem um endereçamento que indica quais caminhos a Igreja no Brasil vai trilhar. O primeiro deles, é a questão urbana. “Onde chega a energia e a internet hoje chegam os valores do mundo urbano”, disse. Ele apontou que são fortes hoje os valores do individualismo e a solidão. O religioso falou que hoje o número de suicídios é um grande apelo à atuação da Igreja.

O central na avaliação do bispo é a proposta de uma experiência de Igreja que seja comunitária em oposição à uma fé que é vivida de forma “privatizada”. A ideia do humanismo integral e solidário, presente na Doutrina Social da Igreja, é expressa nas diretrizes nos desafios que falam de uma sociedade mais justa e fraterna.

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MISSA PELO DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS ACONTECE NO SANTUÁRIO NACIONAL

Neste sábado, dia 4 de maio, os bispos reunidos em Aparecida concelebrarão a missa pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais. A Celebração Eucarística terá início às 18h, no Santuário Nacional, e será presidida pelo arcebispo de Diamantina (MG), dom Darci José Nicioli, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB.

A missa no Santuário Nacional antecipa as comemorações pelo Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado no Dia da Ascensão do Senhor – este ano, 2 de junho. Para esta data, o Papa Francisco escreveu uma mensagem, como nos anos anteriores, à luz do tema “‘Somos membros uns dos outros’ (Ef 4, 25): das comunidades de redes sociais à comunidade humana”.

No texto, o pontífice expressa preocupação quanto ao uso das redes sociais, de modo especial pelos adolescentes. “A rede é uma oportunidade para promover o encontro com os outros, mas pode também agravar o nosso auto-isolamento, como uma teia de aranha capaz de capturar. Os adolescentes é que estão mais expostos à ilusão de que a social web possa satisfazê-los completamente a nível relacional, até se chegar ao perigoso fenômeno dos jovens ‘eremitas sociais’, que correm o risco de se alhear totalmente da sociedade. Esta dinâmica dramática manifesta uma grave rutura no tecido relacional da sociedade, uma laceração que não podemos ignorar”, escreveu o Santo Padre.

De acordo com dom Darci, a mensagem do Papa Francisco ajuda os sacerdotes e os fiéis a se redescobrirem como comunicadores. “Amanhã nós rezamos com os bispos referenciais da comunicação no Brasil. Nós até chamamos de uma romaria da comunicação e já é o segundo ano que nós nos encontramos, sempre no sábado que está no meio da nossa assembleia para facilitar a presença de todos os bispos. O Papa, nesta mensagem, chama a atenção que o ser humano é um ser em relação e todos nós ansiamos vencer a solidão e viver a solidariedade. Interessante porque hoje, com tanta comunicação, é muito grande a solidão, fruto do individualismo”, afirma.

Atualizado em: 03/05/2019 às 21:10
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