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16/04/2018 Bruno Silveira - Assessoria de Comunicação da Diocese de Patos de Minas Santa Sé Bento XVI completa 91 anos
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""A Igreja diminuirá de tamanho. Mas dessa provação sairá uma Igreja que terá extraído uma grande força do processo de simplificação que atravessou, da capacidade renovada de olhar para dentro de si. Porque os habitantes de um mundo rigorosamente planificado se sentirão indizivelmente sós. E descobrirão, então, a pequena comunidade de fieis como algo completamente novo. Como uma esperança que lhes cabe, como uma resposta que sempre procuraram secretamente" Bento XVI "

O alemão Joseph Ratzinger veio de uma família rural, que se opunha ao regime nazista.Esta oposição não impediu que de 1943 a 1945 Ratzinger fosse obrigado a servir as tropas alemãs: ou ele servia ou morria. Entretanto, por conta da saúde debilitada, deixou de exercer boa parte da vida militar alemã, incluindo aí as idas aos campos de batalha.

O chamado de Deus ao futuro Papa veio no início da II Guerra Mundial, em 1939. Junto com o irmão Georg Ratzinger começou a ter os primeiros contatos com as línguas clássicas e o mundo eclesiástico, no seminário menor de Trauntein. Com o fim da guerra, os dois irmãos retomaram a vida religiosa se tornando sacerdotes em 29 de junho de 1951, data em que a Igreja comemora São Pedro e São Paulo – o Dia do Papa.

A partir da ordenação, Ratzinger se tornou doutor em teologia e posteriormente Arcebispo de Munique e Freising. Criado Cardeal em 1977 participou dos conclaves que elegeram João Paulo I e João Paulo II. Por este último foi chamado a ter várias funções no Vaticano, entre elas de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

A profunda amizade com João Paulo II pode ser constatada na carta enviada pelo então Pontífice a Ratzinger, quando este completava 50 anos de sacerdócio. “Nesta data que lhe é tão significativa, desejo confessar-lhe que a comunhão espiritual que Vossa Eminência sempre manifestou em relação ao Sucessor de Pedro me foi de grande consolação no afã quotidiano do meu serviço a Cristo e à Igreja”, declarou Karol Wojtyla.

Pontificado
De origem beneditina, o nome Bento XVI foi escolhido por Ratzinger em inspiração ao Papa Bento XV, que guiou a Igreja, com coragem, em um momento de grande tensão e guerra. Tímido e mais reservado, Bento XVI contrastava com seu antecessor, o poeta e ator polonês Wojtyla. Logo no início do ministério petrino, surgiram os primeiros mal entendidos com a mídia secular, que não soube interpretar o diálogo pontifício com os muçulmanos e a doutrina da Igreja acerca dos métodos de controle artificiais de natalidade, entre eles a camisinha.

Em quase oito anos como Papa, Bento XVI encarou uma série de denúncias de abusos sexuais e padres com vida dúbia em pleno Ano Sacerdotal (2009 – 2010). No fim de 2011 foi acusado de dizer que pessoas com homossexualismo seriam uma ameaça à humanidade e sofreu com o escândalo do Vatleacks, que envolveu o mordomo pessoal.

Mesmo em meio a essas tribulações, Ratzinger não deixou de lado o pastoreio e a profundidade teológica de seus escritos. Publicou três encíclicas – Deus Caritas Est, Spe Salvi e Caritas in Veritate – e inúmeros documentos de caráter doutrinal, disciplinar e pastoral. Durante o Pontificado, dirigiu 348 audiências gerais que reuniram, até dezembro de 2012, mais de 4,9 milhões de pessoas. Fez 25 viagens apostólicas e se aproximou de muitas religiões para a construção de um diálogo ecumênico, em especial com os anglicanos – muitos deles viram na oportunidade uma chance de se converterem ao catolicismo.

Fluente em pelo menos seis idiomas – inglês, latim, alemão, italiano, francês e espanhol – Bento XVI tem oito doutorados Honoris Causa concedidos entre os anos de 1984 e 2000. Autor de 23 livros, seu pensamento procurou reafirmar a Verdade revelada à Igreja e se opôs ao relativismo do mundo pós-moderno, que condenava desde 1969. Previu um futuro difícil, mas cheio de esperança para a Igreja:

"A Igreja diminuirá de tamanho. Mas dessa provação sairá uma Igreja que terá extraído uma grande força do processo de simplificação que atravessou, da capacidade renovada de olhar para dentro de si. Porque os habitantes de um mundo rigorosamente planificado se sentirão indizivelmente sós. E descobrirão, então, a pequena comunidade de fieis como algo completamente novo. Como uma esperança que lhes cabe, como uma resposta que sempre procuraram secretamente"

Retirado em oração até o fim da vida, Bento XVI permanece com o título de Papa Emérito, mas não interfere nos assuntos ligados à Santa Sé. Em 2013, em pleno Ano da Fé, ele deixou para os católicos um grande legado: “Não tenhais medo de Cristo. Ele não tira nada. Ele dá tudo. Quem se doa por Ele recebe o cêntuplo”.

Atualizado em: 16/04/2018 às 13:07
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